O presidente russo sugeriu a criação de uma administração transitória na Ucrânia, sob supervisão da ONU, para organizar eleições presidenciais e negociar um acordo de paz com as futuras autoridades do país. A proposta foi feita durante visita a Murmansk, após discussões diplomáticas entre representantes de ambos os lados na Arábia Saudita. Ele afirmou que as tropas russas mantêm a iniciativa estratégica no conflito e expressou confiança em alcançar os objetivos anunciados no início da ofensiva, em 2022.
Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram um acordo para reduzir hostilidades no Mar Negro, mas a Rússia condicionou avanços ao fim das sanções ocidentais. Aliados europeus, reunidos em Paris, descartaram suspender as medidas contra Moscou e debateram garantias de segurança para a Ucrânia, sem consenso sobre o envio de tropas de paz. A possível volta de um ex-presidente americano à Casa Branca gera preocupação entre ucranianos e europeus sobre um acordo favorável aos interesses russos.
O conflito, que já dura mais de três anos, continua com avanços graduais das forças russas, segundo declarações recentes. A proposta de uma administração transitória surge como uma tentativa de buscar uma solução diplomática, embora as divergências sobre sanções e condições para a paz permaneçam como obstáculos significativos. A situação segue em aberto, com ambos os lados mantendo suas posições estratégicas e políticas.