O primeiro-ministro israelense afirmou que a saída das lideranças do Hamas de Gaza está condicionada à entrega total de seus armamentos. A declaração foi feita após duas semanas de intensos bombardeios no território palestino, com o líder destacando que a pressão militar está gerando fissuras nas negociações. Ele acrescentou que, caso o grupo abandone as armas, será aberto um caminho para a retirada de seus comandantes.
Enquanto isso, equipes diplomáticas do Egito, Catar e Estados Unidos trabalham para retomar o cessar-fogo, interrompido desde o reinício das operações israelenses em 17 de março. Fontes do Hamas confirmaram aceitação preliminar a uma proposta egípcia, que inclui a libertação de cinco reféns israelenses, uma trégua de 50 dias e a soltura de prisioneiros palestinos. Israel, com apoio dos EUA, analisou o plano e sugeriu alterações.
A crise atual teve início em outubro de 2023, quando ataques do Hamas resultaram em 1.200 mortes e 251 sequestros em Israel. A resposta militar israelense causou mais de 50 mil mortes em Gaza, segundo autoridades locais, sem distinção entre civis e militantes. Atualmente, estima-se que apenas 24 dos 59 reféns ainda estejam vivos.