O Banco do Brasil anunciou que o programa Crédito do Trabalhador ultrapassou R$ 1,28 bilhão em empréstimos nos primeiros sete dias de vigência. Lançado em 21 de março, a iniciativa permite que 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo domésticos, rurais e MEIs, contratem empréstimos consignados por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Até a quinta-feira (27), foram firmados 193,7 mil contratos, com valor médio de R$ 6.623,48 por trabalhador.
O programa, criado pela MP nº 1.292, opera com descontos diretos na folha de pagamento, limitados a 35% do salário. Em caso de demissão, o trabalhador pode usar até 10% do FGTS ou 100% da multa rescisória como garantia. Além disso, os contratos podem ser cancelados em até sete dias, e a partir de 25 de abril, será possível migrar para propostas mais vantajosas ou transferir contratos existentes para o novo modelo.
A expectativa do governo federal é que, em quatro anos, 25 milhões de trabalhadores tenham acesso ao programa, ampliando a inclusão financeira com juros reduzidos. Atualmente, o crédito consignado no setor privado já soma R$ 40 bilhões em contratos. A partir de junho de 2025, a portabilidade de crédito estará disponível, enquanto outras instituições financeiras poderão oferecer a linha por meios digitais a partir de 25 de abril.