Um professor da Universidade de Yale, especialista em estudos sobre fascismo, decidiu deixar os Estados Unidos para assumir um cargo em uma universidade canadense. A mudança foi motivada pela preocupação com o atual clima político no país, que ele acredita estar caminhando para se tornar uma “ditadura fascista”. O acadêmico, autor de um livro sobre o funcionamento do fascismo, destacou que a polarização e a retórica divisória são sinais alarmantes.
O profissional, cuja família tem histórico de fuga da perseguição nazista na Alemanha, comparou aspectos da política atual nos EUA com padrões observados em regimes autoritários do passado. Sua decisão de se mudar para o Canadá reflete um crescente desconforto entre parte da comunidade acadêmica com a direção do debate público no país. A Universidade de Toronto, onde ele passará a atuar, é reconhecida por suas pesquisas em assuntos globais e políticas públicas.
A situação ilustra uma discussão mais ampla sobre a erosão de normas democráticas em diversas partes do mundo. Embora o caso específico envolva um indivíduo, ele ressoa como um alerta sobre tendências preocupantes em democracias estabelecidas. O tema tem sido debatido por especialistas, que veem riscos no aumento da intolerância e no enfraquecimento de instituições.