A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou o arquivamento da investigação sobre supostas fraudes em cartões de vacinação contra a Covid-19. O ex-presidente comemorou a decisão, afirmando que não havia provas contra ele e criticando o inquérito como uma estratégia para perseguir aliados e forçar delações. A defesa do ex-mandatário também celebrou o parecer, destacando a falta de evidências que sustentassem as acusações.
O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que, embora um colaborador tenha acusado o ex-presidente de ordenar a inserção de dados falsos, não havia outras provas que corroborassem a afirmação. A legislação exige que delações premiadas sejam respaldadas por evidências adicionais para que uma denúncia seja formalizada. O caso agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que decidirá se mantém ou arquiva definitivamente o inquérito.
A decisão da PGR reforça a tese da defesa de que as acusações careciam de fundamentação concreta. O inquérito, que durou meses e incluiu operações policiais, foi alvo de críticas por suposto abuso de poder e tentativas de criminalização sem provas suficientes. O desfecho pode influenciar debates sobre o uso de delações e a necessidade de robustez probatória em processos judiciais.