A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, em fevereiro de 2025, uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas, incluindo ex-integrantes de seu governo. As acusações envolvem organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, relacionadas a um suposto plano para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. A denúncia detalha ações que teriam sido planejadas desde 2021, culminando nos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
De acordo com a PGR, o ex-presidente teria liderado um núcleo central na elaboração de estratégias para reverter o resultado eleitoral, incluindo a disseminação de desinformação sobre a integridade do sistema eleitoral e pressões sobre comandantes militares para apoiar a manutenção do ex-presidente no poder. A denúncia também menciona um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que incluiria ações extremas contra figuras políticas, embora detalhes específicos sobre esse plano não tenham sido divulgados para proteger investigações em andamento.
O ex-presidente refutou as acusações, qualificando-as como vagas e parte de uma suposta perseguição política. Ele comparou a situação a táticas utilizadas por regimes autoritários que fabricam inimigos internos para justificar ações repressivas. O STF ainda analisará a admissibilidade da denúncia, e os acusados terão a oportunidade de apresentar defesa antes de qualquer decisão judicial.