O procurador-geral de Wisconsin solicitou à Suprema Corte do estado que intervenha para impedir a entrega de cheques de US$ 1 milhão a dois eleitores, alegando que a doação viola as leis eleitorais locais. A ação judicial foi movida horas antes do comício onde a contribuição seria anunciada, mas dois tribunais inferiores já rejeitaram o pedido do procurador. A lei estadual proíbe oferecer qualquer benefício em troca de votos, argumento central da contestação.
A eleição para a Suprema Corte de Wisconsin, marcada para esta terça-feira, ocorre em um cenário de intensa disputa política. Atualmente, os liberais detêm uma maioria de quatro a três juízes, mas cinco dos sete membros da corte já endossaram publicamente um dos candidatos, levantando questões sobre possíveis conflitos de interesse no julgamento do caso. A decisão poderá influenciar não apenas a legalidade da doação, mas também o equilíbrio de poder no tribunal.
O caso destaca as tensões em torno do financiamento eleitoral e dos limites legais para incentivos à participação dos eleitores. Enquanto o procurador insiste na aplicação rigorosa da lei, a rejeição prévia por tribunais inferiores sugere desafios jurídicos à sua argumentação. O desfecho poderá estabelecer um precedente importante para futuras disputas envolvendo doações e influência em processos eleitorais.