Ricardo Rodrigues Gomes, conhecido como Piloto, foi preso na Flórida no dia 4 de março, após quatro anos foragido. Ele é apontado como o principal operador de uma quadrilha internacional responsável por movimentar bilhões de reais através de um esquema de pirâmide financeira envolvendo criptomoedas. Piloto, que foi capturado em cooperação entre as autoridades dos Estados Unidos e a Polícia Federal brasileira, é acusado de realizar diversas atividades ilegais, como a intermediação de aquisições, movimentação de contas bancárias e a obtenção de documentos migratórios para membros da organização criminosa.
Piloto deixou o Brasil em 2021, usando um passaporte falso, e passou a atuar nos Estados Unidos em favor do esquema, mantendo contato constante com outros membros da quadrilha. Durante esse período, ele também ajudou a obter vistos e garantiu a segurança de outros envolvidos. Além disso, investigou-se que ele enviava bens para o Brasil e ainda organizava outras atividades, como o agenciamento de pessoas para serviços ilícitos. As investigações revelaram que, mesmo após a operação contra o esquema em 2021, a quadrilha continuou a movimentar grandes quantias de dinheiro e ativos.
A prisão de Piloto ocorre após um longo período de investigação e intercâmbio de informações entre as autoridades brasileiras e norte-americanas. Com antecedentes ligados ao tráfico de drogas nos anos 1980, Piloto foi originalmente identificado como um envolvido com uma organização de tráfico de cocaína, e sua prisão de agora é vista como um importante passo para desmantelar redes criminosas que atuam de forma transnacional. Ele permanece detido nos Estados Unidos enquanto aguarda o processo de deportação ou extradição para o Brasil, onde poderá ser julgado pelos crimes que cometeu.