O prefeito de Istambul foi preso por corrupção em uma decisão judicial que gerou manifestações em várias partes da Turquia. A prisão, que ocorreu após dias de protestos, provocou confrontos violentos entre manifestantes e a polícia. Imamoglu, líder opositor e ex-prefeito eleito da cidade, enfrentava investigações de terrorismo, mas não foi preso neste caso específico. Seus apoiadores, em sua maioria, alegam que as acusações contra ele são infundadas, considerando-as parte de um golpe político.
Após sua prisão, milhares de pessoas se reuniram em frente à Prefeitura de Istambul para protestar, em um movimento que rapidamente se espalhou por todo o país. A situação gerou uma onda de indignação, com cidadãos expressando frustração pelo que consideram um golpe contra a vontade popular. Imamoglu, que tinha uma trajetória política de resistência e superação, havia conquistado a Prefeitura de Istambul em 2019, derrotando o partido no poder, o que o tornou uma figura de destaque na oposição ao governo.
Os protestos, que se espalharam por diversas províncias turcas, foram comparados aos grandes eventos de 2013, quando o país foi abalado pelas manifestações no Parque Gezi. O governo turco, diante da escalada da violência, adotou medidas restritivas, incluindo a proibição de reuniões públicas e o controle do acesso à cidade, com o objetivo de conter os distúrbios. O futuro político de Imamoglu e os desdobramentos dessa crise continuam a gerar incertezas sobre o cenário político do país.