O prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, foi detido em uma operação policial realizada no início da semana, o que resultou em uma série de manifestações em várias cidades da Turquia. Essas manifestações, em apoio a Imamoglu, se tornaram as maiores do país em mais de uma década, com centenas de milhares de pessoas nas ruas. A polícia, em algumas ocasiões, recorreu a medidas repressivas, como gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha, para dispersar os protestos, que, por sua vez, foram marcados por confrontos esporádicos.
O tribunal turco ordenou a prisão de Imamoglu, que está sendo investigado por acusações de corrupção, manipulação de licitações e envolvimento em atividades criminosas. Além disso, outras 47 pessoas também foram presas no mesmo contexto. O prefeito, que havia sido um dos principais opositores do presidente Recep Tayyip Erdogan, foi afastado de seu cargo, e a cidade de Istambul deverá eleger um prefeito interino nos próximos dias. Embora o Ministério Público tenha alegado envolvimento em crimes graves, a acusação de terrorismo contra ele foi rejeitada.
Imamoglu, por sua vez, negou todas as acusações e afirmou que se trata de uma perseguição política. Em 2022, ele já havia enfrentado uma detenção e era considerado um forte candidato à presidência nas eleições de 2028. A detenção e o consequente afastamento do cargo geraram reações intensas, tanto no país quanto internacionalmente, evidenciando a crescente polarização política na Turquia.