O Príncipe Harry anunciou sua saída da organização beneficente Sentebale, que cofundou em 2006 em memória de sua mãe, a Princesa Diana. A decisão ocorreu após alegações de má governança, assédio e discriminação feitas pela presidente da instituição contra membros não identificados do conselho. Em comunicado conjunto com o Príncipe Seeiso do Lesoto, Harry afirmou que a ruptura nas relações dentro da entidade foi “devastadora”, destacando que os curadores renunciaram para proteger os interesses da organização.
A presidente da Sentebale, uma advogada corporativa do Zimbábue, acusou o conselho de encobrir comportamentos inadequados, incluindo racismo e sexismo, e relatou o caso à comissão de caridade do Reino Unido. Os ex-curadores, incluindo um antigo mentor de Harry, negaram as acusações, classificando-as como surpreendentes e infundadas. A instituição, que atua no Lesoto e em Botsuana, foi criada para apoiar jovens afetados pela AIDS e recentemente expandiu seu trabalho para questões como saúde, empoderamento econômico e mudanças climáticas.
A Sentebale tem um significado especial para Harry, continuando parte do legado humanitário de Diana. Apesar dos recentes conflitos internos, o príncipe visitou o Lesoto em outubro, reforçando seu compromisso com a causa. O futuro da organização, no entanto, permanece incerto devido às divergências entre sua liderança sobre a direção a ser tomada. A situação levanta questões sobre os desafios enfrentados por entidades beneficentes em equilibrar crescimento institucional e transparência.