O primeiro-ministro de Israel declarou que o Hamas deve depor suas armas e que seus líderes poderão deixar a Faixa de Gaza, enquanto os bombardeios israelenses no território palestino seguem intensos. Ataques aéreos em Khan Yunis mataram pelo menos 17 pessoas, a maioria mulheres e crianças, segundo um hospital local. O conflito, retomado em 18 de março após uma frágil trégua, já deslocou milhões de habitantes e causou milhares de mortes, com organizações humanitárias denunciando ataques a socorristas e civis.
Negociações por um novo cessar-fogo estão em andamento, com mediação do Egito, Catar e Estados Unidos. O Hamas afirmou ter aprovado uma proposta de trégua, enquanto Israel apresentou uma contraproposta. Autoridades internacionais, incluindo o presidente francês, pressionam por uma pausa nos combates, destacando a necessidade de alívio humanitário para a população de Gaza.
Enquanto isso, tensões regionais se ampliam, com rebeldes huthis, apoiados pelo Irã, lançando mísseis contra Israel em solidariedade aos palestinos. O primeiro-ministro israelense planeja uma viagem à Hungria, país que não aplica decisões do Tribunal Penal Internacional, que avalia um mandado de prisão contra ele por supostos crimes de guerra. O conflito, que começou em outubro de 2023, já deixou mais de 50 mil mortos em Gaza, segundo autoridades locais.