A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) remarcou para os dias 20 e 21 de maio o julgamento de um grupo investigado por suposto envolvimento em ações relacionadas a um plano golpista durante o governo anterior. O processo, que estava inicialmente previsto para abril, foi adiado por decisão do ministro responsável pelo colegiado. A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), inclui 12 acusados, sendo 11 militares e um policial federal, sob alegação de planejamento tático para consolidar o suposto golpe.
O julgamento será conduzido pela Primeira Turma, composta por cinco ministros, incluindo o relator do caso. Caso a maioria vote pela aceitação da denúncia, os investigados se tornarão réus e responderão a uma ação penal perante o STF. Este é o terceiro de quatro núcleos sob análise, sendo que o primeiro já teve seu julgamento concluído recentemente, resultando na aceitação da acusação por unanimidade.
Os demais núcleos terão suas datas de julgamento em abril e maio, cada um com acusações específicas, como organização de ações para manter o poder de forma ilegítima e disseminação de desinformação sobre o processo eleitoral. O STF segue seu regimento interno, que determina que as turmas do tribunal sejam responsáveis por julgar ações penais, garantindo o devido processo legal.