Em julho de 2024, a Suprema Corte, sob a liderança do presidente da Corte, decidiu em um caso importante, concedendo aos presidentes ampla imunidade em relação a processos criminais por ações oficiais. A decisão, que contou com a maioria conservadora, foi crucial para o contexto legal de um presidente em meio a tentativas de reeleição, adiando um dos casos mais significativos sobre suas ações pós-eleições de 2020. No entanto, em março de 2025, o presidente da Suprema Corte, em uma mudança de postura, fez uma declaração pública contra ataques feitos ao judiciário, especificamente contra a sugestão de impeachment de um juiz federal.
Apesar de seu histórico de decisões que beneficiaram posições políticas do presidente, como a defesa de sua imunidade e o bloqueio de esforços para barrá-lo da corrida eleitoral, o presidente da Corte demonstrou uma abordagem mais crítica em relação aos ataques contra a independência judicial. Esse contraste é especialmente visível quando se observa seu posicionamento em 2018, quando se opôs publicamente a declarações do presidente que tentaram politizar a atuação dos juízes federais. A recente declaração, ao criticar ataques à imparcialidade do judiciário, indica um afastamento das decisões que anteriormente favoreciam uma visão mais expansiva do poder presidencial.
No contexto atual, com a reeleição de um presidente que continua a adotar uma agenda legal agressiva, o papel do chefe da justiça tem se tornado cada vez mais crucial. Com o judiciário sendo uma das principais instituições capazes de moderar o uso excessivo do poder executivo, o presidente da Corte tem enfrentado pressões para proteger a autonomia do sistema judicial. O futuro da independência do judiciário nos próximos anos depende das ações de figuras como o presidente da Corte, que continua a navegar entre a preservação da integridade judicial e as influências políticas em jogo.