O presidente dos Estados Unidos voltou a afirmar, nesta quarta-feira (26.mar.2025), que o país precisa assumir o controle da Groenlândia para garantir a segurança internacional. Em entrevista a um podcast, ele destacou a importância estratégica do território, que, apesar de ser autônomo, pertence à Dinamarca. O governo dinamarquês e as autoridades locais já rejeitaram a proposta, afirmando que a ilha não está à venda.
O interesse no território é impulsionado pela abundância de minérios e pela localização próxima à Rússia, fatores considerados essenciais para a política externa norte-americana. A declaração ocorreu um dia antes da visita de uma comitiva dos EUA à Groenlândia, incluindo o vice-presidente e o conselheiro de segurança nacional. O líder americano descreveu a viagem como uma oportunidade para conhecer melhor a cultura local, mas autoridades dinamarquesas e groenlandesas criticaram a iniciativa, classificando-a como “inaceitável” e “altamente agressiva”.
Anteriormente, o presidente já havia mencionado planos de anexar outras regiões, como a Faixa de Gaza e o Canadá, mas não manteve essas declarações em discursos recentes. No entanto, a insistência na aquisição da Groenlândia permanece, gerando tensões diplomáticas. O primeiro-ministro groenlandês, de esquerda, reforçou a rejeição ao projeto, evidenciando o descontentamento local com a postura dos Estados Unidos.