O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou com ironia reportagens sobre seus jantares com políticos e personalidades, destacando que esses eventos, embora possam afetar sua forma física devido aos carboidratos, não interferem em seu trabalho à frente da instituição. Ele brincou sobre a possibilidade de não jantar sozinho durante seu mandato e ressaltou que muitos dos encontros descritos na mídia envolveram artistas, os quais, em sua visão, também carregam uma expressão política. Galípolo ainda mencionou que sua rotina inclui diálogos com diversos setores, reforçando sua atuação além do cotidiano do BC.
Durante sua primeira coletiva de imprensa após assumir o cargo, o presidente também abordou a autonomia do Banco Central, respondendo com sarcasmo a questionamentos sobre supostas interferências do ministro da Secom, Sidônio Palmeira. Galípolo negou qualquer influência indevida, elogiando o respeito do ministro à independência da instituição e criticando a persistência de narrativas sem base factual. Ele acrescentou, de forma leve, que as sugestões recebidas de Palmeira eram relacionadas a trilhas sonoras, não a políticas monetárias.
A entrevista destacou o tom descontraído e diplomático de Galípolo ao lidar com temas sensíveis, como a relação com o poder político e a comunicação do BC. Suas declarações reforçaram a imagem de um gestor que valoriza a transparência e o diálogo, sem perder o humor ao abordar questões pessoais e profissionais. O relatório de política monetária, principal tema da coletiva, ficou em segundo plano diante das perguntas sobre sua agenda social e a autonomia do banco.