O presidente da República afirmou que há duas possíveis respostas às tarifas impostas pelos Estados Unidos: recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para mediar o conflito ou, se necessário, adotar medidas de reciprocidade, como sobretaxar produtos americanos. Durante coletiva no Japão, ele destacou que o Brasil não pode ficar passivo e que tomará as decisões que considerar mais adequadas para o país. Além disso, criticou o protecionismo, argumentando que ele prejudica todos os envolvidos, inclusive os EUA.
O presidente também defendeu o multilateralismo como solução para disputas comerciais, ressaltando que a guinada protecionista tende a elevar custos para os consumidores americanos. Sua avaliação é de que tal postura não beneficia nenhuma nação e que as consequências serão sentidas globalmente. Enquanto isso, o governo brasileiro busca alternativas para proteger os interesses nacionais sem descartar diálogos internacionais.
A declaração ocorreu durante viagem ao Japão, onde o tema de acordos comerciais também foi abordado. O presidente reiterou o compromisso com parcerias estratégicas, como a negociação entre o Mercosul e o Japão, enquanto reforçou a necessidade de equilíbrio nas relações comerciais. A postura reflete uma tentativa de conciliar defesa econômica com cooperação global, em meio a tensões comerciais crescentes.