O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em coletiva de imprensa no Vietnã, que a primeira-dama, Janja da Silva, não viaja de forma irregular e que continuará exercendo suas atividades como desejar. Ele rebateu críticas da oposição sobre os gastos públicos com suas viagens internacionais, destacando que ela foi convidada oficialmente para os eventos no Japão e na França. Lula enfatizou que Janja não precisa se explicar por suas ações, pois tem “maioridade suficiente” para lidar com questões sérias, ignorando o que classificou como “fake news” e “irresponsabilidade”.
A primeira-dama acompanhou o presidente em uma visita de Estado ao Japão e depois seguiu para Paris, onde participou da cúpula Nutrition for Growth, representando Lula a convite do presidente francês, Emmanuel Macron. O presidente ressaltou que Janja atua ativamente na Aliança Global contra a Fome e Pobreza, tema de seu discurso no evento. O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou, por unanimidade, um pedido para auditar os custos das viagens, reiterando que não há irregularidades nas atividades oficiais da primeira-dama.
Lula deixou claro que não responderá a questionamentos da oposição sobre o assunto, afirmando que a história julgará as críticas infundadas. Ele reforçou o direito de Janja de estar onde quiser e falar o que considerar necessário, defendendo a autonomia da mulher em cargos públicos. A declaração encerra um período de polêmicas sobre o tema, com o TCU já tendo se pronunciado anteriormente em favor da legalidade das viagens.