O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em coletiva de imprensa no Vietnã, que a primeira-dama, Janja da Silva, não viaja de forma irregular e que continuará participando de eventos internacionais conforme convites recebidos. Ele destacou que as viagens dela são oficiais e relacionadas a temas como combate à fome e pobreza, reforçando que ela atua com competência nesses assuntos. Lula também mencionou que não responderá a críticas da oposição sobre os gastos públicos, classificando parte das acusações como “fake news” e “irresponsabilidade”.
A primeira-dama tem sido alvo de questionamentos por acompanhar o presidente em visitas de Estado, como ao Japão, e por participar de eventos como a cúpula Nutrition for Growth, em Paris. Lula explicou que ela foi convidada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir a aliança global contra a fome, tema no qual já trabalhava antes mesmo do G20. O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou, por unanimidade, um pedido de auditoria sobre os custos dessas viagens, reiterando decisões anteriores que consideraram as reclamações infundadas.
O presidente enfatizou que Janja tem “maioridade suficiente” para decidir onde ir e o que falar, rejeitando a necessidade de justificativas adicionais. Ele defendeu o direito dela de estar onde desejar e de se manifestar livremente, afirmando que essa é a forma como enxerga o papel da mulher. A declaração encerra uma semana de polêmicas, com o governo reafirmando o caráter oficial das atividades da primeira-dama.