O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, durante visita ao Vietnã, a possível divisão do mundo em zonas de influência, semelhante à Guerra Fria. Em declarações à imprensa em Hanói, ele destacou a importância do não alinhamento e defendeu uma ordem multipolar, citando América Latina e Sudeste Asiático como regiões que devem evitar polarizações. Lula ressaltou que Brasil e Vietnã, embora de formas distintas, sofreram os efeitos da Guerra Fria e que o caminho ideal é o diálogo e a cooperação.
O presidente também condenou o protecionismo e as guerras em Gaza e na Ucrânia, afirmando que ações unilaterais ameaçam o multilateralismo. Ele classificou Gaza como um símbolo do abandono do humanismo e reiterou a posição brasileira de defesa do diálogo na Ucrânia. Durante a visita, Lula homenageou Ho Chi Minh, fundador do Partido Comunista do Vietnã, depositando flores em seu túmulo.
Antes de chegar ao Vietnã, Lula passou pelo Japão, onde expressou preocupação com medidas protecionistas que afetam o livre comércio, sem citar nomes diretamente. Ele defendeu que decisões econômicas devem ser discutidas multilateralmente e alertou para as consequências negativas do isolacionismo. A viagem pela Ásia reforçou a agenda diplomática e comercial do governo brasileiro, com ênfase na cooperação internacional.