O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante viagem ao Japão, que a COP30, que será realizada em Belém em 2025, não deve ser tratada como um “festival sem responsabilidade” ou um “shopping de produtos climáticos”. Em coletiva em Tóquio, ele destacou a importância de uma conferência focada em ações concretas, reunindo líderes globais para discutir a emergência climática na Amazônia. A declaração reforça o posicionamento do governo em priorizar resultados efetivos, evitando abordagens superficiais.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também enfatizou a necessidade de uma COP “sóbria e referencial”, alinhada com os compromissos do Acordo de Paris. Ela destacou que o evento deve ser um momento para deliberações sobre políticas públicas e o cumprimento das metas climáticas globais, especialmente a limitação do aquecimento a 1,5°C. A ministra ressaltou ainda a importância da diplomacia climática para avançar nessa agenda.
O discurso do governo reflete uma preocupação em transformar a COP30 em um marco para a implementação de medidas concretas, distanciando-se de abordagens meramente promocionais. Com a conferência sediada na Amazônia, a expectativa é que o evento amplie o debate sobre a transição energética e a preservação ambiental, envolvendo atores internacionais em soluções para a crise climática.