Durante coletiva no Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre carros importados, alertando que a medida pode elevar preços e inflação no país. Ele destacou que, embora o Brasil não seja diretamente afetado por essa tarifa específica, a indústria automotiva global pode sofrer reflexos negativos. Lula também mencionou planos de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas americanas sobre aço e alumínio brasileiros, mas ressaltou que medidas retaliativas só serão tomadas se as negociações diplomáticas falharem.
O presidente expressou preocupação com o impacto do protecionismo americano no comércio multilateral, afirmando que tais políticas prejudicam a economia global. Além disso, Lula abordou as relações comerciais com o Japão, destacando os esforços para acelerar a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. Ele elogiou a qualidade e o preço competitivo do produto nacional e afirmou acreditar em uma solução ainda em 2023, após a inspeção de especialistas japoneses.
Por fim, Lula comprometeu-se a impulsionar um acordo comercial entre o Mercosul e o Japão durante sua presidência temporária do bloco, que começa no segundo semestre. Ele enfatizou que o acordo beneficiaria ambos os lados, facilitando o comércio e fortalecendo as relações econômicas. A visita oficial ao Japão marcou avanços nas negociações bilaterais, com perspectivas positivas para os próximos meses.