O presidente da República afirmou nesta quinta-feira (27) que trabalhará para consolidar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão. Durante coletiva de imprensa no país asiático, ele destacou que assumirá a presidência do bloco no segundo semestre e que, se depender de seus esforços, o acordo seguirá o caminho do recente entendimento com a União Europeia. Segundo ele, a parceria beneficiaria tanto os países do Mercosul quanto o Japão, fortalecendo os laços comerciais entre as regiões.
Em visita ao Japão, o presidente avaliou como estratégico o aprofundamento das relações bilaterais, defendendo a abertura de mercados como forma de impulsionar o comércio global. Ele também criticou a política de barreiras comerciais adotada por alguns países, argumentando que medidas protecionistas tendem a ser prejudiciais até mesmo para quem as implementa. A declaração foi uma referência indireta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a administração anterior.
Além disso, o presidente manifestou preocupação com a possibilidade de uma nova Guerra Fria entre China e Estados Unidos, destacando os impactos negativos que um conflito desse tipo traria para a economia mundial. Para ele, a expansão do comércio entre continentes é essencial para evitar retrocessos e promover o desenvolvimento global. A fala reforça a posição do governo em favor de diálogos multilaterais e cooperação econômica.