O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que concede um reajuste de 9% no soldo dos militares das Forças Armadas. O aumento será aplicado em duas etapas: 4,5% a partir de 1° de março e os demais 4,5% a partir de janeiro de 2026. O ajuste, publicado no Diário Oficial da União, atende a uma demanda antiga das Forças Armadas, que reclamavam da estagnação dos vencimentos desde a Reforma da Previdência em 2019, enquanto as contribuições previdenciárias aumentaram.
O reajuste segue o mesmo percentual concedido aos servidores públicos federais em setembro de 2023, buscando garantir isonomia entre civis e militares. Originalmente, as Forças Armadas haviam solicitado um aumento entre 20% e 25%, com base em estudos internos. As patentes mais altas, como almirante-de-esquadra, general e tenente-brigadeiro, terão o soldo elevado de R$ 13.471 para R$ 14.077 agora e R$ 14.711 em 2026, além de gratificações que podem ultrapassar R$ 35 mil de remuneração bruta.
A decisão reflete a pressão da cúpula militar, que argumentava pela equiparação com os civis. O ministro da Defesa, José Múcio, havia encaminhado o pedido formal em agosto de 2023. A medida busca equilibrar as demandas das Forças Armadas com as políticas econômicas do governo, evitando impactos abruptos no orçamento federal.