O atual presidente da República afirmou, em entrevista no Japão, que seu antecessor tentou promover um golpe no país e contribuir para o assassinato de autoridades, incluindo ele próprio, o vice-presidente e um ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Ele declarou que, se houver condenação, o ex-mandatário deve ser punido, criticando ainda alegações de perseguição política. “Todo mundo sabe o que aconteceu”, disse, sugerindo que o adversário reconheça seus atos em vez de pedir anistia antes do julgamento.
A primeira turma do Supremo Tribunal Federal aceitou, por unanimidade, uma denúncia contra o ex-presidente e outras sete pessoas por suposta tentativa de golpe em 2022. Com isso, os acusados tornaram-se réus em uma ação penal que pode resultar em penas de até 43 anos de prisão. O relator do caso destacou que as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República são suficientes para justificar o início do processo.
O caso segue em análise, com a corte examinando as acusações contra um grupo considerado central na organização criminosa. Enquanto isso, o atual presidente espera que a Justiça atue com imparcialidade, afirmando que o ex-mandatário deve “cair na realidade” e assumir as consequências de seus atos. O desfecho do processo poderá ter implicações significativas para a política brasileira.