A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu retirar da Câmara Municipal o projeto de lei que previa a criação de uma força armada na cidade. A medida foi acordada após reunião entre o prefeito, o presidente da Câmara e um vereador, com a proposta sendo substituída por um texto semelhante que já tramita no legislativo desde 2018. O projeto original, que incluía a transformação da Guarda Municipal em uma Força de Segurança Municipal (FSM) com direito ao uso de armas de fogo, enfrentou resistência de parte da oposição, que vê riscos no aumento de efetivos armados nas ruas.
A proposta da prefeitura, que seria retirada de pauta, previa a formação de um grupamento de elite para policiamento ostensivo, com armamento permitido apenas em serviço. Já o projeto alternativo, de autoria coletiva de 21 vereadores, também institui guardas municipais armados, mas com ênfase em capacitação e treinamento, mantendo o caráter civil e uniformizado da corporação. A mudança reflete um consenso para que o legislativo lidere a discussão sobre o tema.
A decisão ocorre em um contexto de debates sobre segurança pública no estado, com operações recentes envolvendo irregularidades em clubes de tiro e ações contra facções criminosas. Enquanto defensores da medida argumentam que a presença armada pode coibir pequenos delitos, críticos alertam para os riscos de maior violência contra a população. O tema segue em discussão, com o legislativo assumindo a frente das negociações.