O prefeito de São Paulo se manifestou sobre os próximos passos do julgamento envolvendo o ex-presidente, destacando a importância da imparcialidade dos juízes para garantir justiça e democracia. Ele afirmou que, se as decisões forem baseadas em questões pessoais e não nos autos, o sistema judicial perde credibilidade. O prefeito também reforçou a necessidade de condições equitativas para a defesa, argumentando que tais princípios são fundamentais para a democracia.
Além disso, ele expressou desconforto com o julgamento de uma mulher acusada de pichar uma estátua durante os eventos de 8 de janeiro, questionando a proporcionalidade da pena solicitada. O prefeito ressaltou que, mesmo discordando do ato, considera excessiva uma condenação de 14 anos para alguém sem antecedentes criminais. Ele alertou que comportamentos judiciais desproporcionais podem ameaçar conquistas democráticas, como o direito à liberdade de expressão.
Por fim, o prefeito confirmou sua participação em um ato marcado para 6 de abril, que pede anistia para os envolvidos nos episódios de 8 de janeiro. Apesar de não endossar as ações contestadas, ele defendeu que o tratamento jurídico deve ser equilibrado para preservar os valores democráticos. Sua posição reflete preocupações mais amplas sobre a relação entre justiça, política e liberdades civis no país.