Fuad Noman, prefeito de Belo Horizonte, faleceu nesta quarta-feira (26), aos 77 anos, devido a complicações de um linfoma não Hodgkin de origem testicular, um câncer que havia sido tratado no ano passado. Ele estava internado desde 3 de janeiro, dias após tomar posse para seu mandato, e seu quadro clínico agravou-se com comorbidades como arritmia cardíaca e disfunções neurológicas. Apesar da remissão do câncer, seu sistema imunológico ficou debilitado após a quimioterapia, culminando em uma parada cardiorrespiratória na véspera de sua morte.
O corpo de Noman será velado na sede da Prefeitura de Belo Horizonte nesta quinta-feira (27), em cerimônia aberta ao público, seguido por sepultamento no Cemitério do Bonfim. O governo municipal decretou luto de oito dias, enquanto o estado de Minas Gerais estabeleceu três dias de luto oficial. O vice-prefeito, Álvaro Damião, assumiu interinamente o cargo após a última internação de Noman, que participou virtualmente da posse devido ao seu estado de saúde.
Noman havia assumido a prefeitura em 2022, após a saída de Alexandre Kalil, e foi eleito no segundo turno das eleições de 2024 com 53,73% dos votos. Durante a campanha, ele revelou o diagnóstico de linfoma não Hodgkin, mas afirmou ter concluído o tratamento em outubro do ano passado. Sua trajetória política foi marcada por realizações pessoais, conforme destacado por seu médico, que o descreveu como um homem realizado, mesmo que sua saúde tenha sido prejudicada pela dedicação à campanha.