O preconceito contra pessoas com obesidade, conhecido como gordofobia, tem impactos graves na saúde mental e física dos indivíduos afetados. A psicóloga especializada no tema destacou que o preconceito por parte de profissionais de saúde é especialmente nocivo, pois pode levar ao isolamento do paciente e ao abandono de tratamentos médicos, psicológicos e nutricionais. Ela ressaltou que abordagens que culpam a falta de vontade do paciente agravam o problema, prejudicando seu bem-estar geral.
Além do ambiente médico, o preconceito persiste na sociedade, mesmo com avanços nas discussões sobre o tema. Pessoas públicas que compartilham seus tratamentos para obesidade frequentemente enfrentam críticas severas, muitas vezes baseadas em estereótipos que questionam sua força de vontade ou consideram o tratamento um “caminho fácil”. Essas atitudes reforçam o estigma e contribuem para a gordofobia, dificultando a busca por ajuda e a adesão a cuidados essenciais.
A especialista alertou para a necessidade de uma abordagem mais empática e informada, tanto por parte dos profissionais de saúde quanto da sociedade em geral. Combater o preconceito é fundamental para garantir que pessoas com obesidade tenham acesso a tratamentos adequados e não sejam desencorajadas por julgamentos inadequados. O debate contínuo e a conscientização são passos importantes para reduzir os danos causados pela gordofobia.