O aumento no preço do ovo de galinha tem sido impulsionado por uma combinação de fatores sazonais, climáticos e econômicos. Em janeiro, o preço começou a subir devido à maior demanda, especialmente no período da Quaresma, quando há uma substituição do consumo de carne vermelha por ovos e carnes brancas. Além disso, o aumento no preço do milho e do farelo de soja, que são ingredientes principais na ração das aves, agravou a situação. O calor extremo também teve um impacto significativo na produção, com granjas relatando uma queda na produtividade de cerca de 10% devido aos efeitos do calor nas aves.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destaca que, além dos fatores climáticos, a alta no preço do milho, que acumula um aumento de mais de 40% desde o ano passado, e a perda de matrizes mais velhas contribuíram para a escassez de ovos. A ABPA também menciona que a redução da produção e o aumento nos custos de embalagens e energia elétrica influenciam diretamente no aumento dos preços. Para tentar aliviar os custos, a associação sugere medidas como a alteração nas tarifas de importação de insumos como aminoácidos e resinas plásticas.
Apesar do aumento nas exportações de ovos brasileiros, que cresceram 57,5% em fevereiro, esse crescimento não impactou diretamente os preços internos. O Brasil, que é o quinto maior produtor mundial de ovos, continua a exportar para diversos países, mas a maior parte da produção é consumida internamente. A relação entre oferta e demanda nos próximos meses será crucial para determinar se os preços seguirão altos ou se poderão diminuir após o período da Quaresma.