O óleo de bagaço de oliva, produto derivado das sobras da produção do azeite e tradicionalmente mais barato, tem sido alvo de críticas nas redes sociais devido ao seu preço elevado em alguns supermercados. Consumidores compartilharam fotos do produto sendo vendido por valores próximos aos do azeite, como R$ 44,90 por um frasco de 500ml, gerando ironias e questionamentos. Em um estabelecimento na Zona Sul de São Paulo, o preço para clientes do programa de fidelidade era R$ 29,90, enquanto o azeite mais barato no mesmo local custava R$ 56,90.
A discussão ocorre em um contexto de aumento nos preços do azeite nos últimos dois anos. O óleo de bagaço de oliva é obtido a partir da segunda extração das azeitonas, passando por processos químicos ou físicos para controlar a acidez e melhorar o sabor. Embora compartilhe alguns benefícios nutricionais com o azeite, especialistas destacam que ele é menos fresco e tem sabor menos intenso.
A diferença de preços entre os dois produtos levantou debates sobre o valor atribuído ao óleo de bagaço de oliva, especialmente quando comparado ao azeite tradicional. Enquanto alguns consumidores questionam a justificativa para os valores altos, outros apontam para o cenário de inflação no setor. O Ministério da Agricultura reforça que, para ser comercializado como óleo de bagaço de oliva, o produto não pode conter outros óleos em sua composição, garantindo sua origem exclusiva da azeitona.