A taxa de poupança no Brasil caiu pelo terceiro ano consecutivo, atingindo 14,5% do PIB em 2024, o menor nível desde 2019. Esse declínio reflete, principalmente, a falta de controle nos gastos do governo e a inflação elevada, que impacta as famílias, dificultando a formação de reservas financeiras. As famílias brasileiras, além disso, enfrentam um ambiente de consumo excessivo, impulsionado pela maior disponibilidade de crédito e pelo estímulo ao consumo, o que leva a uma poupança ainda mais baixa.
Além da redução da poupança doméstica, o Brasil também enfrenta uma crescente dependência de investimentos externos para equilibrar suas contas públicas. Economistas alertam para a falta de ajustes fiscais e reformas estruturantes, essenciais para reduzir os gastos do governo e aumentar a capacidade de poupança nacional. A crise fiscal do país, que inclui déficits contínuos e crescentes, obriga o Brasil a importar poupança de fora, comprometendo o potencial de crescimento sustentável e os investimentos internos de longo prazo.
O comportamento consumista das famílias, alimentado por programas de transferência de renda e a melhora no mercado de trabalho, tem contribuído para o crescimento do PIB em 2024, mas a poupança continua a ser uma questão central para o futuro do país. Para melhorar a situação, especialistas defendem que é necessário que o setor público adote políticas fiscais mais eficientes e equilibradas, a fim de estimular um aumento na taxa de poupança nacional e garantir um crescimento econômico mais estável.