Pesquisadores do Citizen Lab, da Universidade de Toronto, identificaram possíveis vínculos entre a polícia provincial de Ontário e a empresa israelense Paragon Solutions, especializada em spyware de nível militar. Essas descobertas levantam questões sobre a extensão e o alcance do uso de armas cibernéticas por autoridades canadenses. O relatório sugere que as agências de segurança podem estar utilizando tecnologias avançadas para monitorar e invadir dispositivos móveis, um tema que tem gerado crescente preocupação sobre os direitos de privacidade no país.
O estudo foi publicado três anos após um comitê parlamentar do Canadá ter solicitado a atualização das leis de privacidade, em resposta a reportagens que indicavam o uso de spyware pela força policial nacional para hackear aparelhos móveis. No entanto, até o momento, nenhuma legislação foi aprovada para enfrentar a controvérsia e esclarecer o uso dessas tecnologias por parte das autoridades.
As novas informações destacam a necessidade de um debate mais aprofundado sobre o controle do uso de ferramentas de vigilância digital e sua conformidade com os direitos fundamentais. Especialistas alertam que, sem regulamentações claras, o uso de ciberarmas pode ameaçar a privacidade dos cidadãos e enfraquecer a confiança pública nas instituições responsáveis pela segurança.