A possível fusão entre as companhias aéreas Azul e Gol tem gerado discussões sobre seus impactos na competitividade do setor aéreo brasileiro. Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil, alertou que a união poderia reduzir a concorrência, o que, segundo ele, poderia resultar no aumento dos preços das passagens e na diminuição da conectividade, especialmente para cidades menores. Atualmente, as três maiores empresas aéreas do país, Azul, Gol e Latam, dominam o mercado, e, caso a fusão seja aprovada, as duas empresas juntas passariam a controlar mais de 60% desse mercado.
Além das possíveis consequências econômicas da fusão, Yus também destaca os desafios de manter rotas em locais mais afastados, onde a viabilidade financeira já é limitada. A mudança estratégica decorrente de uma fusão poderia, segundo ele, dificultar ainda mais a operação em algumas dessas rotas. A aprovação do processo depende ainda da Anac e do Cade, órgãos responsáveis por avaliar a concentração do mercado e seus efeitos no setor.
Por outro lado, a Aena Brasil segue com seu plano de expansão do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com o objetivo de aumentar o número de passageiros movimentados para 30 milhões até 2030. A modernização da infraestrutura inclui a reorganização da pista para priorizar a aviação comercial e a integração com a Linha 17-Ouro do metrô, o que deve facilitar o acesso de passageiros. Apesar do cenário macroeconômico desafiador, o diretor da Aena mantém os planos dentro do cronograma, prevendo que a expansão contribuirá para melhorar a eficiência do aeroporto.