A Portuguesa está enfrentando dificuldades significativas em seu processo de transformação em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o que coloca em risco a continuidade de sua reestruturação financeira. Durante uma reunião com a Federação Paulista de Futebol (FPF), a tentativa de formalizar a mudança foi interrompida devido a um trecho da ata da Assembleia Geral de Sócios de 2024, que apresenta ressalvas que precisam ser revistas pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). A falta de aprovação da FPF impede o registro de novos jogadores e o acesso a cotas de participação em competições, dificultando ainda mais a situação do clube.
A situação gerou preocupação no grupo Tauá Partners, responsável pela gestão do clube. Alex Bourgeois, presidente da empresa, declarou que a falta de segurança jurídica pode levar à retirada do investimento de mais de R$ 10 milhões já realizado, além de comprometer os R$ 30 milhões prometidos para 2025. Bourgeois afirmou que, caso a situação não seja resolvida, o grupo será obrigado a abandonar o clube, o que pode resultar em consequências graves para a Portuguesa, que está em processo de recuperação judicial e não possui um plano para quitar suas dívidas.
O impasse jurídico ocorre em um momento delicado para o clube, que se prepara para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro em 2025, sua última competição no calendário, após ser eliminada do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. A continuidade dos investimentos e a viabilidade de uma recuperação financeira dependem diretamente da resolução da questão envolvendo a transformação em SAF, que se apresenta como a chave para a recuperação do clube e a sua estabilidade financeira no futuro.