A Ponte da Revolução, localizada entre as cidades de Delta (MG) e Igarapava (SP), foi interditada em fevereiro devido aos riscos à segurança estrutural identificados em laudo técnico. O Ministério Público Federal (MPF) processou a União e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), cobrando melhorias imediatas na estrutura da ponte, com prazo de até 180 dias para as obras. A interdição ocorreu após a descoberta de danos significativos, incluindo corrosão, trincas no pavimento e problemas no sistema de drenagem, colocando em risco a integridade tanto de motoristas quanto de pedestres.
O MPF argumenta que, apesar de a ponte ter sido convertida para uso rodoviário, sua responsabilidade continua sendo da União, que ainda detém a propriedade do bem, após a extinção da RFFSA. Embora o Dnit tenha sido citado como réu, o órgão alegou que a responsabilidade pela ponte não é sua, uma vez que o trecho é concedido em Minas Gerais e estadual em São Paulo. No entanto, o MPF refuta essa alegação e exige que a Justiça determine reparos estruturais e a implementação de sinalizações adequadas para garantir a segurança da população.
Entre as medidas solicitadas, o MPF exige correção das fissuras, implantação de sinalização vertical e horizontal, reparos nos guarda-corpos e melhorias na iluminação. Caso as obras não sejam realizadas dentro do prazo, uma multa diária no valor de R$ 10 mil será aplicada. Além disso, o MPF pede uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, a ser revertida para o Fundo de Direitos Difusos. A histórica ponte, construída em 1915, segue interditada, afetando a circulação de veículos e pedestres entre os dois estados.