O cenário político em Goiás tem visto uma migração significativa de prefeitos do Partido Liberal (PL) para legendas alinhadas ao governo estadual, como União Brasil (UB) e MDB. Essa movimentação, impulsionada pela busca de apoio para projetos municipais e insatisfação com a liderança do PL, reforça a pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo em 2026. Prefeitos como Simone Ribeiro (Formosa) e Carlinhos do Mangão (Novo Gama) destacaram a importância da parceria com o estado para resolver desafios locais, enquanto outros, como Geneilton Assis (Jataí), ainda resistem à mudança.
A articulação política em torno de Vilela tem sido ampliada por figuras influentes, como José Mário Schreiner (Faeg) e prefeitos da base governista, que destacam sua conexão com o interior e o legado de seu pai, Maguito Vilela. A estratégia tem sido baseada no diálogo e nos resultados da gestão atual, sem pressão ou barganhas, segundo relatos de aliados como Paulo Vitor (Jaraguá). No entanto, setores mais radicais do PL têm reagido com resistência, o que, paradoxalmente, facilita a adesão de novos apoiadores.
Enquanto isso, a debandada de prefeitos enfraquece as ambições de Wilder Morais, potencial candidato do PL ao governo estadual. A tendência de alianças entre MDB, UB e dissidentes do PL sugere um cenário favorável a Vilela, especialmente em regiões estratégicas como o Sudoeste goiano. Com o governador Ronaldo Caiado (UB) como aliado, a continuidade de seu projeto político parece ser um dos principais trunfos para consolidar a candidatura do vice-governador em 2026.