O ataque ao assentamento Olga Benário, localizado em Tremembé, no interior de São Paulo, ocorreu no dia 10 de janeiro e resultou na morte de duas pessoas e seis feridos. A Polícia Federal, em operação realizada na quinta-feira (13), apreendeu celulares de pessoas ligadas aos suspeitos do crime, mas não houve prisões até o momento. O ataque, que envolveu disparos de armas de fogo, foi motivado por uma disputa sobre um lote específico no assentamento, conforme apontam as investigações.
O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro suspeitos, sendo que um já está preso e outros três permanecem foragidos. A prisão preventiva dos envolvidos foi decretada após uma denúncia e a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). O crime foi classificado como uma ação de risco comum, com recurso de violência que dificultou a defesa das vítimas. De acordo com as autoridades, um dos suspeitos havia sido notificado sobre a ilegalidade de sua ocupação no lote e, após uma discussão, retornou ao local com familiares e amigos para realizar o ataque.
A investigação segue em andamento, com a possibilidade de identificar mais envolvidos no caso. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Taubaté (SP) e Juazeiro (BA), e continua a trabalhar para esclarecer os detalhes do crime. As autoridades afirmam que o ataque não teve relação com o movimento MST em si, mas sim com uma disputa interna sobre o lote no assentamento.