A Delegacia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto iniciou uma investigação sobre acusações de assédio moral e sexual envolvendo um professor do Departamento de Química da USP. De acordo com as denúncias, o docente teria feito convites inadequados, como sugerir atividades físicas e viagens internacionais de caráter pessoal. O caso gerou a abertura de um inquérito policial, enquanto a universidade instaurou um processo administrativo disciplinar que resultou no afastamento temporário do professor.
Várias vítimas relataram comportamentos indesejáveis durante a convivência com o acusado, incluindo toques físicos em locais inadequados e insistência em convites para atividades fora do contexto acadêmico. Em um dos relatos, uma ex-aluna descreveu situações de contato físico durante o transporte de peças no campus da USP. Outros depoimentos mencionaram acordos informais entre alunos para evitar que mulheres ficassem sozinhas com o professor, evidenciando um padrão de comportamento que gerava desconforto entre as vítimas.
A Universidade de São Paulo, por meio de uma apuração preliminar, decidiu afastar o professor por 180 dias enquanto o caso segue em investigação. As autoridades competentes afirmaram que diligências estão em andamento para esclarecer os fatos, mas não forneceram mais detalhes sobre o andamento do processo. As investigações continuam, com foco na proteção das vítimas e na verificação de todos os relatos feitos.