A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não encontrou registros de conversas entre o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro e a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018. A informação foi divulgada em resposta a um pedido da defesa do ex-chefe da Polícia Civil, que alegava a existência de uma relação profissional e amigável entre ele e Marielle. Essa defesa busca utilizar essas conversas como prova para afastar as acusações que envolvem o acusado no assassinato da vereadora.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-chefe da Polícia Civil por ser supostamente responsável pela organização do crime e por tentar obstruir as investigações. Além da busca por mensagens entre ele e Marielle, a defesa também solicitou diálogos envolvendo o acusado e os delegados que participaram da apuração do caso. A Polícia Federal relatou que não foram encontrados registros de conversas com os delegados, nem em seu celular nem no da esposa.
O assassinato de Marielle e de seu motorista, ocorrido em 2018, ainda segue sendo investigado. A PGR aponta que o crime teria sido motivado pela atuação da vereadora contra práticas de grilagem de terras por milícias no Rio de Janeiro, com o suposto envolvimento de outras figuras políticas. A busca por evidências continua enquanto as investigações prosseguem.