Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira (18), a Polícia Civil de São Paulo confirmou que o principal suspeito do assassinato de Vitória Regina de Souza, ocorrido em Cajamar, confessou ter cometido o crime. A declaração foi dada após um depoimento realizado pelo delegado responsável, que tratou do caso. No entanto, a defesa do suspeito emitiu uma nota contestando a versão apresentada pela polícia, alegando que não houve uma confissão formal e que qualquer declaração feita sem a presença dos advogados do réu seria ilegal.
Além disso, uma nova testemunha fortaleceu as suspeitas contra o acusado ao relatar que viu um veículo semelhante ao de Maicol, o suspeito, estacionado em uma rua próxima ao local do desaparecimento de Vitória. O motorista afirmou ter percebido um indivíduo com capuz dentro do carro, o que pode ser um indício importante para a investigação. A defesa do suspeito também afirmou que tais declarações foram distorcidas e que ele não teve intenção de intimidar ou ameaçar ninguém durante o curso das investigações.
O caso, que gerou grande comoção na cidade, teve início em fevereiro, quando a jovem Vitória desapareceu após um dia de trabalho. Seu corpo foi encontrado em uma área de mata em estado avançado de decomposição. A polícia agora aguarda a conclusão de laudos técnicos, incluindo a necropsia e a comparação de DNA, para esclarecer totalmente as circunstâncias do crime. A investigação tem como objetivo ser concluída até o dia 13 de abril, data em que a vítima completaria 18 anos.