O Plano Safra 2024/25, iniciado em julho de 2024, já desembolsou R$ 245,57 bilhões até fevereiro de 2025, o que representa 51,53% do total disponível para a safra, que é de R$ 476,59 bilhões. No entanto, esse valor é 19,57% inferior ao do mesmo período da safra 2023/24, com uma redução no número de contratos firmados, que caiu 13,3% em relação ao ano anterior. Esse cenário é resultado da maior seletividade no acesso ao crédito oficial e do aumento das taxas de juros, fatores que têm dificultado o acesso dos produtores rurais aos recursos.
Embora o crédito oficial tenha mostrado desempenho aquém do esperado, a demanda por financiamento no campo permanece, sendo atendida principalmente por fontes privadas e títulos agrícolas. O aumento nos financiamentos privados, que cresceram 60%, reflete o movimento de produtores, principalmente grandes, que buscaram alternativas no mercado privado devido à atratividade das condições de financiamento, especialmente no início da temporada, quando a Selic estava em 10,5% ao ano. Esse comportamento pode mudar com o aumento da Selic, tornando o crédito oficial mais atrativo em comparação com o financiamento privado.
Os recursos destinados à agricultura familiar e aos médios produtores têm se mantido em níveis expressivos, com R$ 76 bilhões e R$ 65,23 bilhões ofertados, respectivamente. Para os grandes produtores, o valor disponível chega a R$ 335,36 bilhões. As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) continuam sendo a principal fonte de crédito rural, com R$ 57,86 bilhões sendo direcionados a essa modalidade, embora tenha havido uma queda em relação ao ano anterior. No total, o governo destina R$ 400,59 bilhões para a agricultura empresarial, que inclui tanto médios quanto grandes produtores.