A presidente do Peru, Dina Boluarte, anunciou na segunda-feira, 17, a declaração de estado de emergência em Lima, devido a uma onda de violência que se intensificou após a morte de um cantor popular. A medida, que inclui o envio de tropas para apoiar a polícia, tem como objetivo conter os protestos e os crimes violentos que aumentaram na capital peruana. O estado de emergência terá uma duração de 30 dias e implicará restrições em alguns direitos civis, como a liberdade de reunião e de movimento.
Nos últimos meses, o país tem enfrentado um crescimento significativo no número de crimes, incluindo assassinatos e extorsões violentas. De janeiro até meados de março, a polícia registrou 459 assassinatos e mais de 1.900 denúncias de extorsão. Esses números refletem um cenário crescente de insegurança no Peru, o que gerou um ambiente de tensão e indignação entre a população.
O agravamento da situação se deu com o assassinato de um cantor no último domingo, o que intensificou os protestos em diversas regiões. O governo, ao declarar o estado de emergência, busca retomar o controle da ordem pública, mas a medida também gerou preocupações sobre os impactos nas liberdades individuais. A população aguarda as próximas ações das autoridades para enfrentar o crescente clima de insegurança.