O médico pediatra de João Pessoa, suspeito de abusar sexualmente de crianças durante consultas, continua foragido desde novembro de 2024, quando a Polícia Civil tentou cumprir um mandado de prisão contra ele. Em dezembro do mesmo ano, novas denúncias foram feitas contra o profissional, acusando-o de crimes cometidos contra duas crianças de 2 e 4 anos, além de relatos de abusos que remontam à década de 1990. A Justiça da Paraíba emitiu um novo mandado de prisão preventiva, considerando o risco de reiteração criminosa e a tentativa do acusado de se esquivar das investigações.
O Ministério Público da Paraíba destacou que o médico, de 81 anos, já foi denunciado em dois processos distintos, totalizando seis vítimas. A situação é ainda mais grave, pois familiares do acusado também alegam terem sido vítimas de abusos na infância. O pedido de prisão preventiva, feito após as novas acusações, foi acolhido pela Justiça, que também determinou a suspensão temporária do exercício da medicina. Além disso, a proibição do médico de trabalhar na profissão foi solicitada, dada a gravidade das acusações.
Em meio ao processo judicial, as audiências de instrução avançaram, com depoimentos de vítimas e testemunhas, incluindo uma sobrinha do acusado, que também relatou ter sido abusada. A defesa do médico alega que ele não representa risco à ordem pública e que a prisão seria desnecessária, argumentando, entre outras coisas, que ele é idoso e possui problemas de saúde. No entanto, a Justiça mantém a decisão de prisão preventiva, buscando garantir a ordem pública e evitar que o acusado fuja das consequências legais.