Um pedido de liberdade de informação revelou que a maioria dos policiais na Inglaterra e no País de Gales tiram apenas uma semana de licença-paternidade, com alguns retornando ao trabalho uma semana após o nascimento dos filhos, mesmo em funções de alto risco, como operações com luzes de emergência e portando armas. A situação contrasta com a de funcionários administrativos da polícia metropolitana, que recebem benefícios proporcionalmente quase três vezes maiores durante a licença-paternidade.
Relatos indicam que agentes enfrentam estigmatização ao optar por tirar o período de licença, sugerindo uma cultura organizacional que desencoraja o afastamento, mesmo em momentos importantes como o nascimento de um filho. A disparidade nos benefícios entre os setores também levanta questões sobre equidade e apoio às famílias dentro da instituição.
O caso expõe desafios estruturais em como as forças policiais equilibram demandas profissionais e vida pessoal, especialmente em carreiras de alta pressão. Enquanto alguns setores da organização oferecem condições mais favoráveis, os policiais na linha de frente parecem lidar com expectativas incompatíveis com direitos trabalhistas básicos, refletindo possíveis falhas nas políticas internas.