O Partido Liberal (PL) entrou em obstrução na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (26), paralisando as votações em protesto contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o ex-presidente réu por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. A sessão foi aberta e encerrada em segundos pelo vice-presidente da Casa, que alegou falta de acordo, embora líderes partidários afirmassem que havia consenso para votar projetos como a Lei do Mar e o aumento de penas por uso de armas restritas. O líder do PL declarou que a obstrução continuará como forma de resistência à decisão judicial.
A Primeira Turma do STF aceitou por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República, que acusa o ex-presidente e sete aliados de integrar uma organização criminosa para promover a ruptura democrática. Os crimes incluem tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público. As defesas dos acusados contestaram a denúncia, alegando falta de provas e ineptidão processual, mas não negaram a existência de articulações golpistas.
Enquanto isso, a Câmara aguarda o retorno de seu presidente, que está em viagem oficial, para retomar as atividades. A obstrução do PL reflete a tensão política gerada pelo caso, com deputados de outros partidos criticando a medida, mas reconhecendo o direito de protesto. O impasse deve se prolongar até que haja uma solução negociada ou uma mudança no cenário institucional.