O Partido Liberal (PL) está considerando lançar como candidata nas eleições de 2026 uma mulher que participou dos atos de 8 de janeiro e recentemente obteve o direito de cumprir prisão domiciliar. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou fatores como tempo excessivo de detenção e ausência de periculosidade. A possível candidatura é vista por alguns no partido como um símbolo da defesa da liberdade de expressão, embora sua situação jurídica ainda não esteja definida.
Se condenada pelo STF, a pessoa em questão pode se tornar inelegível devido à Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. Ela responde por acusações como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e dano ao patrimônio público. Enquanto isso, líderes do PL têm pressionado pela revisão de outras prisões preventivas relacionadas aos eventos de 8 de janeiro, argumentando que os mesmos critérios aplicados no caso dela deveriam ser estendidos a outros detentos.
Atualmente, a pessoa cumpre prisão domiciliar com restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acessar redes sociais ou conceder entrevistas. O julgamento no STF ainda não foi concluído devido a um pedido de vista de um dos ministros. O caso continua sob análise, e a decisão final pode impactar não apenas seu futuro político, mas também o debate sobre o tratamento jurídico dos envolvidos nos protestos.