O Partido da Causa Operária (PCO) manifestou-se publicamente contra a condenação de uma mulher que participou dos atos de 8 de janeiro, classificando a pena de 14 anos de prisão como “repugnante” e ilegal. Em publicação nas redes sociais, o partido argumentou que a acusada apenas participou de uma manifestação política e pichou uma estátua com batom, ações que não justificariam a sentença. O PCO afirmou ainda que os demais crimes atribuídos a ela, como associação criminosa armada e tentativa de golpe de Estado, foram “inventados” para incriminá-la.
O caso envolve uma série de acusações julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo dano qualificado ao patrimônio público e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As mesmas alegações foram feitas contra outros envolvidos nos eventos de 2022, mas o PCO nega que tenha ocorrido qualquer tentativa de golpe. “Você acha que a moça, a ‘mulher do batom’, deu um golpe de Estado? Faça-me o favor”, declarou o partido.
A defesa da acusada e o PCO sustentam que a manifestação era legítima e que não há provas concretas para as acusações mais graves. O partido também criticou o que chamou de criminalização de protestos políticos, sugerindo que a condenação seria um exagero judicial. O STF, no entanto, mantém que as penas são proporcionais aos crimes alegados, que incluem danos a patrimônio tombado e uso de substâncias inflamáveis.