Antigamente um refúgio isolado, a pequena ilha de Comino, no arquipélago maltês, transformou-se em um dos destinos mais cobiçados do Mediterrâneo. Sua Lagoa Azul, famosa pelas águas turquesas e cenário de filmes e séries, tornou-se vítima do próprio sucesso. O aumento descontrolado de visitantes, impulsionado pelas redes sociais, resultou em superlotação, degradação ambiental e frustração entre turistas e locais, que veem a ilha perder seu charme original.
Em resposta aos problemas, autoridades maltesas incluíram Comino na rede Natura 2000 da UE e estabeleceram um limite diário de visitantes, reduzindo de 10 mil para 5 mil por dia. Ativistas ambientais, no entanto, defendem medidas mais abrangentes, como um sistema de bilhetes controlados, para preservar o frágil ecossistema da ilha. Ações semelhantes têm sido adotadas em outros pontos turísticos do Mediterrâneo, como Veneza e Atenas, refletindo uma tendência global de buscar equilíbrio entre turismo e sustentabilidade.
Embora as novas regulamentações tragam esperança de revitalização, muitos questionam se é possível reverter os danos já causados. Enquanto alguns acreditam que Comino ainda pode recuperar parte de seu esplendor, outros temem que o impacto do turismo de massa tenha sido irreparável. O desafio agora é garantir que as gerações futuras possam desfrutar do que resta desse paraíso outrora intocado.