Na Turquia, um caso inusitado atraiu atenção internacional quando dois papagaios foram levados a tribunal como testemunhas em um processo de divórcio. O marido da mulher alegou que as aves repetiam frases que sugeriam uma possível traição por parte dela, como “Meu marido não está aqui, vamos”, enquanto ele estava ausente. Esse episódio levou à separação do casal e gerou discussões sobre as habilidades cognitivas dos papagaios, especialmente sua capacidade de imitar sons e palavras humanas.
Embora os papagaios sejam conhecidos por sua habilidade de imitar, especialistas destacam que as aves não necessariamente compreendem o significado das palavras que reproduzem. Elas apenas repetem o que aprenderam, muitas vezes em busca de recompensas. O caso levantou debates sobre o papel da imitação nas interações sociais dos animais, além de expor a complexidade da inteligência dos papagaios, como demonstrado em estudos científicos que investigam sua capacidade de aprendizado vocal.
Pesquisas recentes, como o projeto Sisbio-Aves, que sequenciou o genoma do papagaio-comum (Amazona aestiva), revelaram que essas aves possuem habilidades cognitivas avançadas, superando até alguns primatas em determinados aspectos. Os papagaios têm um número significativo de genes relacionados ao aprendizado vocal e à longevidade, e seu comportamento tem sido objeto de estudos que aprofundam o entendimento sobre sua inteligência, incluindo testes de permanência do objeto e outras habilidades cognitivas complexas.